ARTE PARA CRIAR JUNTO

Todo mundo é capaz de criar.

Somos um coletivo artístico cultural acessível. Colocamos a tinta na mão de quem nunca se viu como artista, e cada pessoa sai com uma peça feita por ela.

FORTALEZA, CE · OFICINAS E PROJETOS CULTURAIS

Duas mãos pintam um sol amarelo em uma caneca rosa, com o pincel em ação.

NOSSO MANIFESTO

Criar não é dom, é oportunidade.

A gente parte de um objeto simples, uma xícara, um prato, uma peça de uso, e da certeza de que ninguém precisa de talento declarado para pintar a própria história. O que falta, quase sempre, não é vontade: é alguém que ofereça o material, explique com calma e espere o tempo de cada um.

Acessibilidade, para nós, não é adaptação de última hora. É o modo como a atividade é desenhada desde o começo: a Libras dentro da criação, a explicação em linguagem simples, o pincel que caiba na mão de quem tem pouca força, o direito de não participar de uma etapa sem perder a oficina.

No fim, a peça vai para casa e entra no uso. Não é lembrança de atividade, é objeto que fica na mesa e continua contando a história de quem o pintou.

quando a gente ensina, continua a viver na pessoa ensinada.

Rubem Alves

É isso que a gente busca em cada oficina. O que fica não é a peça pronta, é a pessoa que descobriu que consegue criar.

QUEM SOMOS

Um coletivo feito de muitas maneiras de criar

O Coletivo Lis Ateliê vem se formando há 6 anos, desde que o ateliê nasceu. Antes de existir como grupo, já existia como convivência: a fotografia, a produção de conteúdo, os estudos juntos no IFCE, o trabalho de um aparecendo no do outro. Foi somando pessoa por pessoa até chegar à formação atual, que reúne quatro trajetórias que se completam.

Mesa longa de oficina com cerca de dez adultos pintando peças, em ambiente externo coberto.
01

Arte manual e pintura em objetos de uso.

Peças do cotidiano transformadas em suporte de expressão.

02

Acessibilidade cultural, Libras e arte-educação.

Recursos e ritmos pensados como parte do método.

03

Educação e produção.

Trajetória em projeto social de xadrez em escola pública e em produção cultural.

04

Comunicação comunitária e articulação de rede.

Mobilização de público e relação com escolas, espaços culturais e organizações.

Nos unimos em torno de uma convicção: todo mundo é capaz de criar, e o acesso a isso se constrói, não se espera.

de trajetória compartilhada
oficinas realizadas
peças de uso pintadas à mão

NOSSO MÉTODO

Como acontece a oficina

Cada encontro nasce de um contexto diferente. O método organiza o processo sem engessar a criação.

  1. Seis paletas com tintas misturadas em várias cores sobre papel kraft.
    01

    Chegada.

    Roda de conversa, apresentação das imagens e os sinais de cada uma em Libras.

  2. Vista de cima de uma mão pintando com pincel sobre papel, com frascos de tinta e potes de água ao redor.
    02

    Cor.

    Mistura das cores primárias numa cartela individual. É aqui que a pessoa descobre que consegue.

  3. Mãos seguram uma caneca branca enquanto a figura de uma árvore é pintada.
    03

    Criação.

    Cada pessoa escolhe as imagens, pinta e assina a própria peça.

  4. Criança segura com as duas mãos a caneca que pintou, decorada com um gato e flores.
    04

    Partilha.

    Quem quiser descreve em voz alta a peça que fez, e o grupo escuta e adivinha qual é.

  5. Várias canecas pintadas dentro de um forno, na etapa final de fixação da pintura.
    05

    Entrega.

    A peça vai para casa com a orientação para a família: deixar secar por 24 horas e depois levar ao forno de casa, por um adulto. Aí ela fica pronta para uso.

CADA PÚBLICO PEDE UM JEITO

A oficina se adapta às pessoas, nunca o contrário

A mesma oficina muda de forma conforme quem chega.

Criança pequena pinta uma caneca roxa apoiada na mesa, em ambiente externo.

Crianças

decalque, kit individual, sinais em Libras e a roda de partilha no fim.

Senhora sorri segurando o prato que personalizou, com flores pintadas e um nome escrito.

Adultos e pessoas idosas

mais tempo de conversa, pincel de cabo engrossado quando precisa, e a pintura livre no centro.

Homem visto por trás pinta um cacto verde em uma caneca branca.

Grupos iniciantes

começa pela mistura de cores, para a pessoa se soltar antes de pensar no desenho.

Vista de cima de oito pessoas sentadas no chão, entre adultos e crianças, pintando pratos brancos.

Crianças neurodivergentes

prancha visual com as etapas, canto de pausa, ritmo próprio e nenhuma etapa obrigatória.

ACESSIBILIDADE É O MÉTODO

Participar também é poder escolher como

Acessibilidade não entra no fim como adaptação. Ela orienta o planejamento, a comunicação e o ritmo desde o começo.

Conheça os recursos de acessibilidade

Em toda oficina

  • Kit individual para cada participante
  • Explicação em linguagem simples, com demonstração
  • Prancha visual com as etapas da atividade
  • Pincéis de cabo engrossado, esponjas e carimbos como alternativas
  • Tinta à base de água e não tóxica
  • Trabalho em mesa acessível ou no chão, com tatame
  • Canto de pausa e participação sempre opcional
  • Tempo de cada pessoa respeitado, sem etapa cronometrada
  • Cartão de orientação de secagem e queima em linguagem simples, para levar para casa

Para quem contrata

Intérprete de Libras é filmado diante de fundo verde, com sua imagem exibida no monitor da câmera.
Mão segura uma reprodução tátil diante da obra original em uma exposição.
  • Consultoria de acessibilidade para a atividade e para o espaço
  • Tradução e interpretação em Libras
  • Audiodescrição
  • Material em formato acessível para a divulgação da ação
  • Planejamento prévio conforme o perfil do público

COMUNICAÇÃO QUE FAZ PARTE

A Libras é parte da criação

Cada imagem trabalhada na oficina tem seu sinal em Libras, ensinado na roda de chegada. Na partilha, a pessoa apresenta sua peça usando o sinal da imagem que escolheu.

A diferença é essa: a Libras não fica ao lado da atividade, traduzindo o que já aconteceu. Ela entra na criação, e quem conduz tem trajetória no campo, com passagem pelos programas de acessibilidade de museus públicos do Ceará.

Homem faz tradução em Libras diante de um público, com as mãos em movimento durante a interpretação.

TRAJETÓRIA

Oficinas e experiências

Criança pinta uma peça em mesa de oficina, acompanhada por uma adulta ao lado.

Aula de cor e pintura em pratos, com crianças neurodivergentes. No consultório da nutricionista Karolina Lobão. Cada criança recebeu um kit individual e pintou o próprio prato de ágata, identificado com seu nome. A proposta ia além da pintura: as crianças pintaram no prato as porções de comida, como apoio ao contato com a alimentação.

Grupo reunido ao final de uma oficina, algumas pessoas segurando caixas com as peças pintadas.

Aula de cor e pintura em xícaras, grupo URBES. Oficina com público adulto, na celebração dos 5 anos do grupo.

Duas mãos seguram uma tigela de barro com a frase o que toca a alma indica o caminho.

Artesanias Contemporâneas, Casa de José Albano. Aula de pintura na Comunidade EcoCultural, junto do Clube do Hobbie.

Casa E! de Impacto. Aula de pintura em xícaras com o público do espaço.

Mulher vista por trás pinta com pincel fino uma caneca branca, em ambiente interno.

Mostra Café e Queijo, Estação das Artes. Participação em programação cultural reunindo fazer manual, encontro e território.

Mesa montada com caneca pintada à mão, prato e coador de pano para café.

Lis Café, Casa Fredericas. Ação que aproximou pintura, café e convivência em uma experiência coletiva.

Mão segura uma caneca pintada à mão diante de um fundo simples.

Mostra Ceará Criativo. Presença em rede de economia criativa e valorização do fazer artesanal.

Mulher sorri segurando uma tigela de barro pintada, em ambiente externo coberto ao fim da tarde.

Complexo Ambiental e Gastronômico da Sabiaguaba. Aulas de pintura em xícaras e presença contínua na Feira de Artesanato, onde o ateliê apresenta a produção e conversa com o público.

QUEM FAZ

Uma equipe que cria, produz e acolhe

Retrato de Iara Lissa das Neves Santana, sorrindo em ambiente externo com luz natural.

Iara Lissa das Neves Santana

Artista visual e condução das oficinas

Artista do fazer manual e graduanda em Artes Visuais pelo IFCE. Cria à mão xícaras, pratos, tecidos e suportes de café, numa prática herdada dos saberes transmitidos entre mulheres da sua família, a partir da bisavó, com quem aprendeu a costurar na infância. Conduz as oficinas de cor e pintura.

Retrato de Vinícius Scheffer, sorrindo com fundo neutro.

José Vinícius de Melo Scheffer

Acessibilidade cultural, Libras e arte-educação

Consultor de acessibilidade cultural, arte-educador, tradutor e intérprete de Libras e pesquisador. Mestre em Estudos da Tradução pela UFC, com pesquisa em direitos linguísticos de pessoas surdas em arte e museus. Especialista em Libras, Arte-Educação e Educação Inclusiva, licenciado em Artes Visuais pelo IFCE e técnico em Tradução e Interpretação de Libras pelo SENAC-CE. Foi professor na educação básica em escola de surdos pela Seduc Ceará, de 2018 a 2020. Supervisor de Acessibilidade da Pinacoteca do Ceará e integrante da equipe do MAC Dragão, onde instituiu os programas de acessibilidade dos dois museus. Integrou a comissão que elaborou o Plano Estadual de Acessibilidade Cultural da Secult Ceará. Fundador da Art! em Libras.

Retrato de Brendo Rodrigues, de óculos, em ambiente interno.

Brendo Rodrigues Gomes

Tecnologia, produção e registro

Professor e produtor, especialista em tecnologia e no uso de inteligência artificial para impacto socioambiental e cultural. Cursou Licenciatura em Artes Visuais no IFCE e foi professor de xadrez em escolas municipais de Pacatuba, contratado pelo clube de xadrez da cidade. Diretor da Associação Barraca da Amizade. No coletivo, responde pela tecnologia, pela produção, pelo registro audiovisual e pela construção do portfólio e do site.

Retrato de Maiana Ferreira Borges, de óculos redondos, com a mão apoiada no rosto.

Maiana Ferreira Borges

Articulação e comunicação

Comunicadora comunitária formada no território e técnica em Guia de Turismo. Responde pela articulação com escolas, espaços culturais e organizações, pela mobilização do público e pela comunicação do coletivo, incluindo a construção do portfólio e do site.

Retrato de Eleotério Tomaz, de camiseta azul, com fundo claro de estúdio.

Eleotério Tomaz

Artista convidado

Artista visual, graduado em Letras-Libras pela UFC e estudante de Artes Visuais no IFCE. Estagiário na Pinacoteca do Ceará e artista participante da Mostra Arte Surda, com pinturas sobre cultura surda e Libras. Nas oficinas, conduz a roda de sinais e apresenta o próprio trabalho ao público.

TERRITÓRIO E REDE

Criar também é construir relações

O Coletivo Lis Ateliê atua em Fortaleza, CE e na Região Metropolitana, e se conecta a diferentes espaços de educação, cultura, cuidado e trabalho.

Onde estamos

Fortaleza, CE e Região Metropolitana

Rede

  • Art! em Libras, acessibilidade cultural
  • Associação Barraca da Amizade, organização social de educação popular e saúde
  • iAFRO, tecnologia para impacto social
  • Clube do Hobbie
  • Mostra Arte Surda
  • Pinacoteca do Ceará e MAC Dragão, na trajetória dos integrantes

Com quem trabalhamos

escolas, museus, equipamentos culturais, praças e espaços públicos, grupos comunitários, organizações sociais e empresas que querem ação cultural acessível.

PRODUÇÃO E SUSTENTABILIDADE

As peças ajudam a sustentar novas experiências

A produção de peças sustenta parte das oficinas do coletivo. É o que permite manter material próprio, atender turma cheia e levar a oficina a espaços que não têm verba.

  • Mais de 600 peças de uso pintadas à mão, entre produção do ateliê e criações do próprio público nas oficinas.
  • 300 suportes coadores de café para a Bone Ceramics.
  • 25 pratos personalizados à mão para um evento do Banco do Brasil Private.
  • Xícaras, pratos e utensílios produzidos no ateliê e nas oficinas.
  • Produção em série com acabamento artesanal, o que garante material pronto para todas as pessoas de cada turma.
Muitos suportes coadores de café finalizados, produzidos à mão para a Bone Ceramics.
Prato personalizado à mão, produzido para o Banco do Brasil Private.
Segundo prato personalizado à mão, produzido para o Banco do Brasil Private.
Terceiro prato personalizado à mão, produzido para o Banco do Brasil Private.
Mulher costura em uma máquina de costura, com tecidos e linhas sobre a mesa.

PRÓXIMO ENCONTRO

Vamos criar um encontro possível para o seu público?